Paulo Rigaud Navega: "Bhering - balas, chocolat...

Paulo Rigaud Navega: "Bhering - balas, chocolate e arte"

Construída em 1934, a Fábrica de Chocolates Bhering, com uma área de 20 mil metros quadrados, com mais de mil operários trabalhando nos cinco largos andares. Entretanto as ruas estreitas e o transito sempre caótico do Centro do Rio de Janeiro, dificultava sobremaneira o esforço de logística da fábrica e obrigou uma mudança para outro estado (Minas Gerais) onde hoje só produz o café Globo e o chocolate em pó Bhering.

As ferragens para a construção da fábrica vieram de navio da Alemanha para o edifício de quatro pavimentos e um térreo, com mais de 15 mil metros quadrados em estrutura metálica altamente reforçada para suportar as pesadíssimas máquinas da antiga indústria. O relógio antigo, no topo do telhado, é original do início do século XX, os elevadores têm portas pantográficas e todo o ambiente dramático de uma fábrica ora poderosa, agora ruínas, atraiu meu olhar para essa transformação.

As fotografias da série BHERING – BALAS, CHOCOLATE E ARTE, são a expressão da história de geração de tanta alegria ao longo de décadas de atividade, onde a Fábrica de Chocolates Bhering fez a felicidade de uma infinidade de crianças de todo o Brasil (dentre elas, eu mesmo!). A memória afetiva das balas e chocolates degustados na avidez infantil, não combina com o aspecto de abandono da antiga fábrica e por isso se torna tão interessante essa série de fotografias!

As possibilidades da exploração fotográfica – arqueologia industrial feita da BHERING não deixa dúvidas que o tempo passa e onde se fabricavam sorrisos, hoje encontramos poeira, ferrugem e o ostracismo gerado pelo abandono.

Mas o fantástico em relação à antiga fábrica é que há um grande movimento de artistas contemporâneos se instalando nas dependências abandonadas e dando cara nova ao prédio.

Na mesma fábrica aonde, há décadas, foram produzidas toneladas de balas e chocolates, hoje se instala uma série de ateliês e estúdios de artistas. O local até então abandonado e obscuro ganha novo uso, o que devolveu vida e atividade ao antigo prédio da Fábrica da Bhering no bairro do Santo Cristo no Rio de Janeiro.

Talvez por ser um espaço pensado de maneira despretensiosa e sem qualquer intuito em comum entre os ocupantes, fez com que a pluralidade de linguagens e propostas desenvolvidas independentemente, pudessem dar início à transformação daquele ambiente peculiar em um lugar de produção e possíveis trocas.

E é essa relação entre o antigo (o abandono e o ostracismo da estrutura) e o novo que vem com os artistas contemporâneos cariocas, que “invadiram” a Bhering e a tornaram viva novamente, me levaram a pensar as fotografias dessa série BHERING – BALAS, CHOCOLATE E ARTE.


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